Vivenciar os desafios de cada etapa/Disciplina do curso
IFES-PIE não é tarefa fácil para nenhum acadêmico que busca articular as
questões teóricas com sua práxis profissional. Talvez esteja aí, uma das
belezas de ser educadora no mundo contemporâneo.
Convivo profissionalmente com crianças da Educação
Infantil, sujeitos vibrantes e instigantes, os quais transitam com “tranqüilidade”
pelo universo tecnológico, fazendo de cada descoberta um motivo para
potencializar outros aprendizados. Na condição de educadora que sou baseio meus
projetos de trabalho nas Diretrizes Curriculares da EI, na qual a concepção
está subsidiada no pressuposto filosófico histórico – cultural, pelo princípio
da ludicidade enquanto potencializador das aprendizagens.
Alguém pode perguntar-se: E qual a relação da Educação
Infantil com um Projeto de Aprendizagem?
Eu explico: em ambos o princípio da inter e
transdisciplinariedade são os balizadores para que as Áreas do Conhecimento
dialoguem e as crianças sintam-se interessadas em descobrir – sugerir -
contestar e reformular conceitos estudados, exigindo que eu tenha clareza do
que e para que proponho tais desafios.
Na condição de mãe de uma adolescente e também de uma
criança de três anos, o ambiente familiar também se constitui de artefatos que
qualificam nossos aprendizados e tornam-se a extensão das nossas relações
culturais. Muitas vezes o próprio adolescente domina informações que estamos
ainda em descoberta. São eles que nos ensinam o modo de utilização de tal
recurso.
Tal contexto passa a ser um facilitador ao meu perfil, de
ser uma ilimitada pesquisadora aos usos das Tecnologias da Comunicação e
Informação(TIC’s) a partir de
experiências exitosas com os estudantes do Ensino Fundamental I e II, num
período anterior, ao ser professora de Laboratório de Informática numa
Instituição privada.
Descrevo essas vivencias no meu texto porque as considero
relevantes ao modo que me constitui no grupo de trabalho junto a mais cinco
colegas quando fomos definir o tema que elaboraríamos o Projeto de Trabalho –
PA sobre a História do Espírito Santo.
Foi satisfatório e também desafiador, pois voltamos
nossas atenções para o Ensino Fundamental haja vista quatro colegas terem a
formação acadêmica em áreas diversificadas (Geografia, História, Português e
Inglês), bem como ser este o campo de atuação profissional.
A partir da definição do tema e do esboço inicial sobre o
que garantiríamos de conteúdo, objetivos e estratégias para que os estudantes
venham atingir os objetivos e tornar suas aprendizagens com significado para
eles, precisei pesquisar - explorar os
recursos que ao longo do curso fizeram parte das aulas e certamente, assistir
muitos vídeos explicativos para utilizar as TIC's de maneira eficaz.
Muitos diálogos com o grupo de trabalho do curso aconteceram
por meio das diversas mídias. Usufrui da inteligência e autoconfiança dos
adolescentes a fim de reunir informações sobre os softwares que planejei
explorar, reavaliei os recursos e fui aprimorando meus aprendizados à medida
que não hesitei em estudar- testar - recriar com as TIC’s no desenvolvimento do
Projeto de Aprendizagem.
Deste modo, nossas escolhas se deram do seguinte modo:
· Projeto de
Aprendizagem (Rosane com auxílio dos demais colegas);
· Wiki – criação e
manutenção PBWorks (Cristina);
· Animação feita no
Scratch - Toponímias Capixabas (Rafael);
· História em
quadrinhos com o tema "Convento da Penha", utilizando o software Hagáque - (Simone);
· Mapa Conceitual -
História do ES (Maryluce);
· Edição do Vídeo
Raízes (Geraldo);
· Confecção
do Fôlder (Maryluce).
Por último, reconheço que estes aprendizados qualificam
meu fazer profissional à medida que minha concepção de educação pauta-se num
currículo vivo, contextualizado, no qual é legítimo que as TIC's ao serem
utilizadas a partir de uma intencionalidade, são possíveis para a construção de
conhecimentos significativos as diferentes gerações de estudantes, bem como,
utilizarmos os P.A para outros modos de organização (pessoal – acadêmica –
econômica –política).
Nossas crianças merecem que estejamos profissionalmente
qualificados, à altura de suas expectativas de cultura tecnológica-humanizada,
na qual o conhecimento em rede por meio do princípio transdiciplinar seja um
caminho de vivencias significativas e libertadoras.
Acredito no
potencial das pessoas e no uso das TIC's, mediadas pelos professores enquanto
artefatos que criaram aprendizados às diferentes gerações.
Simone Lopes Smiderle Alves.







